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Testemunhos e laudo comprovam estupro coletivo no PI, diz promotor

quinta-feira, 9 de junho de 2016

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Vítima chega à Gerência de Polícia do Interior para prestar depoimento  (Foto: Beto Marques/G1)Vítima do estupro em Pajeú chega à Gerência de Polícia do Interior para prestar depoimento (Foto: Beto Marques/G1-PI
Para o promotor de Justiça Márcio Carcará, o testemunho da mãe da vítima de estupro coletivo, ocorrido em Pajeú do Piauí, e o laudo do exame de corpo de delito comprovam que houve de fato o crime. Baseado nessas provas, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do maior preso pelo estupro e a internação dos outros três adolescentes suspeitos no Centro Educacional de Internação Provisória (CEIP), em Teresina.]

Menina foi violentada em ginásio poliesportivo
(Foto: Erivaldo Paraguai/Arquivo Pessoal)

“A priori, o exame de corpo de delito é bastante robusto quanto à indicação de que houve relação sexual recente. Eles confessam parcialmente, admitem que houve algum contato sexual, mas utilizam argumentos para afastar a responsabilidade pelo caso. O que na nossa visão não se sustenta porque o exame e o testemunho são mais do que robustos para representar pela internação dos adolescentes e pedir a prisão do maior”, afirmou o promotor.

Segundo a Polícia Civil, na noite da terça-feira (6), a mãe da vítima a encontrou a filha de 14 anos no chão banheiro de um ginásio da cidade de Pajeú do Piauí, a 460 km de Teresina, desacordada e acompanhada de quatro jovens, todos sem roupa. O maior foi preso e os três adolescentes foram apreendidos em flagrante.

O promotor de Justiça Márcio Carcará afirma que em depoimento, os jovens apresentaram versão conflitantes e afirmaram que o contato sexual que existiu foi consensual. “Eles dizem que estavam no ginásio e começam a beber. Os argumentos são contraditórios, não batem. Tentam descredibilizar a versão da vítima, mas o laudo do exame do corpo de delito assevera o que de fato aconteceu”, disse Carcará.

A menina, que também participou da entrevista, contou que tomou um refrigerante oferecido pelos suspeitos e depois disso só lembrar que acordou no hospital. “Disseram para mim que era uma coca (refrigerante) e eu disse 'não, não quero tomar', insistiram até que uma hora eu tomei e depois de dois copos eu já não lembro o que aconteceu. Foi a hora que eu me apaguei. Só fui lembrar o que estava acontecendo quando eu estava no hospital”, afirmou a vítima.

Ainda na noite de terça-feira a menina foi encaminhada para Teresina para ser submetida a exames e na manhã desta quarta-feira (8) recebeu atendimento no Serviço de Atenção a Mulheres Vítimas de Violência Sexual (Sanvis) na Maternidade Dona Evangelina Rosa.
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