Mearim Motos

Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PCdoB do Maranhão

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Share/Bookmark
Uol
Roberto Rocha nega ter feito acordo
Roberto Rocha nega ter feito acordo
Roberto Rocha nega ter feito acordo


Um pedido da presidente afastada, Dilma Roussef, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seu impeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PCdoB, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PCdoB em favor do outro integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Segundo apurações, o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PCdoB, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. “Depois de todos gestos que o Flávio (Dino) fez (contra o impeachment), isso não é brincadeira”, reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Weverton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
Segundo o secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, o PT manteve a aliança com o PCdoB nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador Dino.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: “Eu me reservo o direito de não falar sobre isso. Não vou responder”.
Por outro lado, o senador Roberto (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).

0 comentários :

Postar um comentário