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Em Marajá do Sena, Governo executa pacote de ações de prevenção em saúde e de contingência de enchentes

segunda-feira, 2 de abril de 2018
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O Governo do Estado está monitorando as condições de saúde e realizando ações de assistência e prevenção de doenças na população de Marajá do Sena. As ações, realizadas por diversos departamentos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) por conta da enchente no município, envolvem análise de águas e do sistema de abastecimento, inspeção sanitária de locais de alojamentos, aporte extra de medicamentos, vacinas e orientação.
 

Nesta segunda-feira (2), gestores da secretaria se reuniram para avaliar a situação e traçar novas estratégias para proteger a população, que já está retornando às suas casas, depois do nível da água ter recuado. Desde o sábado (31), equipes da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) já se encontram na cidade atendendo e orientando a população. O município registrou uma inundação na última sexta-feira (30).

“A maioria dessas ações é permanente em regiões com risco de enchentes e problemas de contaminação das águas, mas a inundação na sexta-feira nos levou a elevar a vigilância e reforçar os cuidados. O governador Flávio Dino está sensível à situação e determinou que façamos todos os esforços possíveis para garantir a saúde de todos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula. 

Monitoramento 

Uma das principais medidas é de monitoramento das águas, que carregam uma série de bactérias e vírus após se misturarem com lixo, esgoto e fezes de animais e humanas. Para garantir a descontaminação, a SES entregou um estoque extra de hipoclorito de sódio, solução desinfetante utilizada para purificar a água para uso e consumo humano.

A Prefeitura de Marajá do Sena recebe trimestralmente 900 frascos da substância, através do Programa de Prevenção e Monitoramento de Doenças de Veiculação Hídrica. Com a inundação recente, o município recebeu mais 600, remanejados de outras cidades da Regional de Saúde de Bacabal, totalizando 1.500 frascos. Além desses, já foi autorizada a compra de uma reserva extra para as regionais de saúde de Bacabal e Pedreiras.

Segundo Edmilson Diniz, superintendente de Vigilância Sanitária da SES, a prioridade é fazer uma avaliação do quadro da população de Marajá do Sena, das condições dos alojamentos e da água usada para consumo humano. “Vamos enviar a equipe de vigilância em saúde ambiental para fazer uma coleta das águas e da vigilância sanitária para verificar como as pessoas estão se alojando. Além disso, vamos avaliar a unidade de saúde local para saber se foi afetada, para garantir a assistência”, lista.

O Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen) fará a análise microbiológica das amostras com status de prioridade. Também será encaminhado um ofício para a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), para que disponibilize um laboratório móvel para ajudar nas análises.

“Já fazemos um monitoramento contínuo e ações periódicas através do Departamento de Saúde da Família, que fazem as orientações juntos às equipes locais para o uso do hipoclorito, para tratamento da água. Também monitoramos as doenças de veiculação hídrica, através das planilhas enviadas pelos agentes comunitários”, enfatiza a superintendente de Atenção Primária, Joelma Veras.

Saúde e prevenção

O Governo do Estado já enviou, de imediato, cestas básicas para população de Marajá do Sena, agora, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) enviará 2 mil kits de saúde bucal – mil para adultos e mil infantis. Posteriormente, equipes da saúde mental farão visitas às famílias para avaliar os impactos psicológicos da situação, assim como o Departamento de Atenção à Saúde da Família visitará a zona rural do município para conferir in loco a situação.

“Além da distribuição do hipoclorito, vamos verificar o estoque de soro antiofídico e de vacinas para suprir uma eventual necessidade”, informa a chefe do Departamento de Epidemiologia da SES, Léa Márcia Melo da Costa. As enchentes aumentam o risco de doenças infecto-contagiosas. Dentre as mais comuns a leptospirose; a hepatite A, que pode ser transmitida pela água misturada com esgoto humano; diarreia aguda, causada por bactérias, vírus e parasitas; Febre tifóide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais; e tétano acidental, cuja contaminação é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados.

“Precisamos ficar atentos às doenças diarreicas e às endêmicas, que podem surgir também no período chuvoso, como dengue, zika e chikungunya. Nosso papel é dar suporte também no controle desses focos”, completa.

Nota técnica 
Para auxiliar as equipes de saúde locais e a população, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Maranhão (CIEVS) vai emitir uma nota técnica com os principais agravos de saúde e formas de prevenção.

“Também estamos monitorando a situação e as doenças que podem ser ocasionadas por conta da situação para uma resposta imediata, caso haja necessidade. Já funcionamos em sistema de plantão para qualquer situação de emergência”, destaca a coordenadora do CIEVS, Jakeline Rios.
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