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PM que impediu assalto a escola infantil e matou ladrão é homenageada por governador no Dia das Mães

segunda-feira, 14 de maio de 2018
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Bandido levou tiros na perna e no peito e morreu; de folga, Kátia Sastre estava no colégio em Suzano, onde uma das filhas estuda, para assistir uma homenagem às mães
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O Estado de S.Paulo


A cabo da Polícia Militar Kátia Sastre, que, no sábado, 12, estava de folga, reagiu a um assalto na porta da escola infantil onde a filha estuda, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, e matou o ladrão, foi homenageada pelo governador Márcio França neste Dia das Mães. 



Ela baleou o ladrão no momento em que o homem tentava fazer um arrastão em um grupo de pais, na entrada de uma escola particular no Jardim dos Ipês, em Suzano. O bandido levou tiros na perna e no peito e morreu.

“Pensei apenas em defender as mães, as crianças e a minha própria vida e da minha filha”, disse Kátia, que tem 20 anos de corporação. A PM é mãe de duas meninas e estava na escola, onde estuda uma das filhas, para assistir uma homenagem às mães. Kátia recebeu flores do governador como forma de agradecimento. 


O ladrão aproveitou o momento anterior à abertura dos portões do Colégio Ferreira Master para anunciar o assalto. Enquanto o homem começa a revistar um segurança do colégio, que estava sob a mira de sua arma, a policial militar sacou a pistola e atirou contra o agressor. Havia ao menos cinco mães na calçada, cada uma com seus filhos.

Ao ouvir os disparos, elas pegaram as crianças pelas mãos e saíram correndo, em desespero. Câmeras de segurança filmaram toda ação e as cenas foram espalhadas pelas redes sociais.

Ao entregar o buquê, o governador ressaltou a rapidez, a coragem e a técnica da cabo durante a abordagem ao criminoso. Ele destacou que a própria policial solicitou socorro médico para o homem, como já está previsto no treinamento policial. Por ter agido rápido sem deixar feridos, França disse que a PM é um exemplo para outros policiais. 

“Você fez todo o serviço correto em defesa da sociedade”, disse o governador. "Quero agradecer sua coragem. Uma coragem que é de nossos PMs, que são treinados e preparados", afirmou ele. E completou: "A cabo Kátia agiu por dois importantes motivos, em defesa da sociedade e de suas filhas, de sua família. É preciso lembrar que uma pessoa que sai armada de casa está correndo um risco mal calculado porque temos 130 mil policiais no Estado preparados, mesmo de folga, para atuar em defesa da sociedade.”

A PM agradeceu a homenagem e disse que o apoio recebido tem sido "gratificante". "A gente é preparado para isso. Temos treinamento, temos que pensar muito rápido. É para isso que estamos nessa profissão, para defender vidas. Foi isso o que fiz", disse. 

O caso 

A abordagem ocorreu no momento em que o portão de entrada estava fechado. As imagens de uma câmera de segurança mostram que a reação da policial ocorreu em cinco segundos. Ela alega que pesou na decisão tanto o instinto policial quanto o materno. “Essas pessoas se descontrolam facilmente. Eu não sabia se a reação dele seria atirar nas crianças, mães ou no responsável pelo portão da escola. Pensei apenas em defender as mães, as crianças e a minha vida e da minha filha.”

A cabo disse que adotou um procedimento que evitaria riscos para pessoas no entorno. Ele fez três disparos, contra o peito e a perna do suspeito. “Minha preocupação foi que a intervenção fosse a mais próxima a ele, para não machucar ninguém.” Ela alega que o criminoso ainda chegou a fazer dois disparos – e um desses teria falhado. 

Na presença do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcelo Vieira Salles, a cabo agradeceu o apoio recebido. “Está sendo gratificante. É para isso que estamos nessa profissão, para defender vidas. Foi isso o que fiz.” 

Suspeito. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o acusado, identificado como Fabio Luiz Venturi, de 21 anos, já tinha passagens. Sua ficha inclui roubo, organização criminosa, ocultação de cadáver, atos infracionais quando menor, roubo de veículo e receptação. 

Presente à homenagem, o secretário da Segurança, Mágino Alves Filho, também defendeu a conduta da policial. “Ela afastou as crianças. Foi um procedimento técnico perfeito.”

Vídeo:



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